segunda-feira, 30 de maio de 2011

SEM TEMPO…

Rir, porquê?
Abriram as roseiras
e desfolharam na distância que vivi
intensa realidade!
Olhos pisados de lilazes roxos
afundam na penumbra
pálpebras mortas
sem tempo de as fechar!

Cravos a rir de mim
onde a boca mordeu, em sangue, a luz!
Cantar, porquê?
se grita a fonte a música da sede
que não mata
o cântico dos longes…

Abrem magnólias puras no meu peito
em flores tão de cera que adormecem
cobertas de abandono,
beijadas pela noite…

Chorar, porquê?!
- Nem para tanto sobra o tempo de morrer!

Sem comentários: