Hora de sesta… À sombra do montado,
A «malta» adormeceu! Abrasadora,
É a «calma», pelas terras de lavoura;
Secou a ervagem pelo descampado.
E o sobreiral, num prato ensanguentado,
Ergue os braços ao céu! – Nossa Senhora,
Envolve-o nessa mágoa redentora
Do teu olhar de luz abençoado!
O canto das cigarras entontece;
A aragem queima a alma; o sol abrasa;
Nem uma fonte anima esta paisagem!
Hora de sesta! Sombra que entristece,
Lenta, os nossos sentidos… Vida rasa,
Que se consome em chama de miragem…
Armando Alves, um amigo que partiu
Há 2 dias
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